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Obrigado pela paciência


São 01:00 da manhã e a insônia resolveu me fazer companhia mais uma vez. Estou sentado na mesa do nosso escritório, com a porta meio aberta onde dá para ver perfeitamente você dormindo. Tão linda. E te admirando de longe assim me fez perceber o quanto sou sortudo de ta-la ao meu lado. Se me pedissem para te definir em duas palavras seria em: mulher maravilha. Sim, sei que todas as mulheres são, afinal, está para nascer ser humano com mais "utilidades" que vocês. Mas você tem o quê especial. Você é a minha mulher maravilha. Não parece e, as vezes pela correria do dia a dia cometo a burrice de esquecer de te dizer que sou seu fã número um. Tenho uma admiração por você inexplicável. É incrível sua capacidade de aturar o meu mal humor diário. Que você sabe, nesse quesito competimos muito bem. Que mesmo cansada do trabalho e estressada com os assuntos da faculdade, você sempre chega com um sorriso encantador. Que nunca nega quando peço para fazer o meu prato preferido para o jantar. Que mesmo com mil provas para estudar, sempre arruma um tempinho para me dar o seu carinho. Que é mulher, minha mulher, amiga, filha. Que senta ao meu lado no sofá às 23:30 da noite só para ouvir os meus estresses no trabalho. E nunca se importa e nem briga quando o meu sono é maior e eu acabo dormindo quando você começa a falar. Acorda 5:30 da manhã todos os dias, independente da hora que tenha ido dormir só para fazer meu café. Que aliás, café nenhum tem um gostinho igual ao seu. Deve ser excesso de amor, com certeza. Nunca reclama da rotina. Nunca diz "não". Nunca se cansa da gente. Troca o pneu do carro, concerta chuveiro, pinta parede e até o cano da pia se preciso. Que é linda quando está em cima de um salto alto e atrás de uma maquiagem. Mas fica ainda mais maravilhosa de pijama, coque e chinelo de dedo. Ah suas infinitas qualidades, mulher. E nunca se queixou por eu não ter dito isso antes. Se Deus fez alguém melhor que você com certeza guardou a forma pra Ele. E eu digo a Ele: Obrigado meu camarada! E a você, meu amor: Obrigado pela paciência.


Um texto dele para ela.

Beijos. 

Não é qualquer coisa, é amor


Não é qualquer um, é você. Não é qualquer abraço, é o seu. Não é qualquer sorriso, é aquele que eu vi quando te olhei pela primeira vez. Não é qualquer papo, é aquele que sempre me faz rir por horas da barriga doer. Não é qualquer silêncio, é o nosso. Não é qualquer filme, é aquele que víamos sempre que estávamos sentados no sofá no tédio de domingo. Não é qualquer "bom dia", é aquele que eu recebia às 6:00 da manhã acompanhado de um beijo no rosto ou com um bilhete em cima da minha mesa. Não é qualquer cama, é a nossa. Não é qualquer cafuné nem qualquer colo, é aquele que me faz dormir por algumas horas e me sentir confortável. Não é qualquer "tô aqui", é aquele que você diz sempre que eu estou com medo e que me faz sentir protegida. Não é qualquer ciumes ou paranoia, é aquele que quando os dois estão online no whatsapp mas ambos não se falam. Não é qualquer show, é aquele que cantamos "O ultimo romance" todinho juntos. Não é qualquer saudade, é a nossa. Entende agora? Não é frio nem dor de barriga atoa. Nem uma mera coceira no peito. Não é qualquer coisa, é amor.


Beijos.

Nosso próprio tempo


"A gente se distancia de uma forma inexplicável, explicável e ao mesmo tempo estranha. Chega a ser engraçado. E é sempre assim, do nada. Ou melhor, normalmente a gente se afasta quando o coração quer um pouco de paz. Um pouco de tempo. Um pouco de calma. Pra ficar um pouco mais leve e seguir em frente. Até porque, mesmo com tudo que sentimos, vira e mexe bate um cansaço não é? Não um cansaço ruim, um cansaço de nós mesmos. Acho que é essa necessidade de querer sempre por perto as vezes cansa, entende? Fico me perguntando se isso é normal ou se somos os únicos na face da terra que fazemos esse tipo de coisa. Todo relacionamento-rolo seja lá o que for que nos temos, precisar ter um pouco de saudade. Digo assim, aquela coisa bem de leve sabe? Sem paranoias. Ah qual foi, nunca fomos um casal normal. Dia desses estava em um pub com as amigas, aquele tipico happy hour que fazemos toda sexta feira para comemoramos a chegada do fim de semana, eis que surgiu o assunto "você". Elas ficam um pouco intrigadas com esse nossos distanciamentos e ficam tentando entender nossa relação. Me encheram de perguntas e eu respondia todas com a maior naturalidade. Acho que se fosse em outros tempos, se nosso relacionamento não tivesse amadurecido tanto - e nós também - eu falaria cada palavra aos prantos. Mas, estamos tão acostumamos em tirar nosso próprio tempo, confiamos tanto um no outro, isso se tornou tão normal pra nós e ao mesmo tempo tão maluco que eu já me acostumei. E quando você está longe, a saudade bate conformada aqui dentro. Elas até disseram "Quando a gente ama, não tem esse negócio de ficar longe as vezes!". Até concordo com elas. Mas, no nosso caso, já ultrapassou amor, paixão ou qualquer tipo de sentimento forte, grande. Somos intensos de certa forma. Tem respeito. Sexo. Café da manhã todo dia. Beijo na testa. Mensagens engraçadas. Surpresas. Confiança. Aquele ciumes saudável. Sorriso. Cumplicidade. Simplicidade. Tudo que um casal realmente precisa. Mas somos diferentes, nós temos o nosso cansaço. Quando te mando mensagem - e vice e versa - e você não me responde, já sei que chegou a hora do nosso próprio tempo. Eu relaxo, confesso. A gente não precisa se levar tão a sério assim. E não me preocupo com o que os outros pensam em relação a gente. As mentiras que inventam nesse meio tempo. E o que acham dessa nossa loucura. O que importa é que a gente se entende. Na cama, no beijo, no amor. No meio de tanta loucura, a gente se completa. A gente se basta. Sempre meu, sempre sua.

Você deixou uma frase na minha cabeceira uma vez que está guardada na minha agenda. E quando a gente se distancia assim releio para acalmar o coração: "A gente sempre pode se afastar. Mas nossos corações sabem exatamente para onde eles querem voltar."

Só para avisar, por aqui já bateu saudades. Chega do nosso próprio tempo. Volte assim que puder."



Beijos, Carol.

Sobre amores de carnaval


Joguei tudo de ruim pra cima e deixei que virasse confete para enfeitar os quatro dias do meu carnaval. Gente distribuindo sorrisos e beijos. Diversão, amores e samba no pé. Mas que época gostosa é essa. A tristeza nem chega perto, as gargalhadas são mais gostosas, felicidade era meu sobrenome e eu queria mais era curtir. A gente fica cansado com prazer, cada ano uma experiência nova. Não existe sensação melhor do que voltar para casa com a mala cheia de histórias para contar. Ai como eu amo carnaval. Sexta feira foi dada a largada e eu cai na folia. Me joguei na vida e não queria saber do amanhã. Desci a serra, fui para o litoral, encarei blocos, ouvi Lepo Lepo até não querer mais. A cada passo que dava era uma novidade. Conheci gente daqui, da minha queria Bahia, lá da gringa e até de outros carnavais. Aquela brisa de beira de praia, a alma estava leve e o coração explodindo de alegria. Até que um sorriso no meio daquela multidão me encantou. Trocamos olhares, coração disparou, sacudi a cabeça e repeti sete vezes "agora não, é carnaval." Uma amiga reparou e disse "é amor de carnaval". Nem beijo tínhamos trocado, como pode uma coisa dessas? E nunca acreditei nessas coisas, amores passageiros comigo não funcionam. Bobeira qualquer, continuei minha diversão.

Um brinde para comemorar a vida, as amizades e o carnaval. Começou tocar Jammil "...porque eu sou brasileiro, eu sou do litoral, eu sou do mundo inteiro, eu sou do carnaval." e eu estava no meio de uma rodinha, frente a frente com aquele sorriso. Coração acelerou de novo, as mão soaram, mal conseguia respirar. A ultima vez que senti isso foi quando me apaixonei perdidamente por.. Ok. Estava com saudades daquele frio na barriga, misturado com alegria e com sintomas de paixão. "Se joga" ouvi uma amiga dizer. Entre beijos e sorriso, não queria que aquele momento ali acabasse. Mas era coisa passageira, amor de carnaval, amor de praia. Deixa ser o que será. Não precisa subir a serra. Amores de carnaval passam junto com os blocos, pensei. Mas os três dias de folia foram o suficiente para nos esbarramos em todas as esquinas. Troca de telefonemas, elogios, histórias e mensagens madrugada a fora. Encontros marcados no meio de um bloco e outro, beijos e mais beijos, queria levar comigo na mala de volta para casa meu primeiro "amor de carnaval".

Como todo carnaval tem seu fim, o meu já estava prestes acabar. Que despedida chata. Mas prometi que iria até a terra do Nosso Senhor do Bom Fim para reencontra-lo. Voltei para minha querida cidade sem folego e com aquele gostinho de quero muito mais. Poderia ser carnaval de fevereiro a fevereiro. Em meio a fotos e pensamentos nostálgicos, o celular vibra, uma mensagem "Amor de praia não sobe serra. Mas de carnaval sim. Abre a porta, estou aqui pra te ver". Abro a porta, aquele sorriso de alguns dias atrás. Carnaval não é quase uma autorização para fazer o que der e vier sem pensar no depois? Pouco me importava como ele chegou até aqui e quanto tempo isso tudo iria durar. Deixa as consequências pra lá. Me joguei como sempre. Só queria viver aquele segundo, aquele agora. Amor quando é pra ser "amor", até carnaval vira palco de encontro. E se ter um amor durante o carnaval é tão bom assim, já quero o próximo.

Beijos.

Tudo muda... agora!




Mais uma vez estou aqui. E mais uma vez com você ocupando boa parte dos meus pensamentos e vontades. Sabe, só que dessa vez eu resolvi fazer diferente, falar diferente. Chega desse clichê de que eu tô com saudade e de que eu não vejo a hora de tudo voltar a ser o que já foi. Decidi que quero novos caminhos, novos desafios, nova vida, novo tudo! Quero aprender a ser melhor pra ser merecedora do melhor. Quero ser aquela que te bagunça os pensamentos e o coração. Que mexe com os teus sentidos e com as tuas coisas. Que chega na tua casa e vai direto pro teu quarto sentir teu cheiro e olhar como todas as outras vezes se tudo o que lembra de mim tá em ordem. Quero ser quem tem a liberdade de te chamar pra matar saudade e ao mesmo tempo te chamar pra sumir comigo, pra ver se aguentamos mesmo a barra que é aturar duas pessoas tão diferentes mas ao mesmo tempo tão iguais. Sim, iguais. No jeito de querer mais, querer sempre mais mas não saber o quanto é esse "mais" que a gente precisa. Deixa eu chegar mais perto, ir mais longe. Quanto tempo faz que não temos um tempo pra gente? Sem pressa, sem pressão? Fazem dias, meses, sei lá. Sabe um dos maiores defeitos de um ser humano apaixonado? Não ter coragem de ser apaixonado. Não ter coragem de gritar pra todo mundo que tem alguém ocupando tua vida e tuas insônias. Não ter coragem sequer de mandar uma mensagem falando que precisa de colo, de carinho. Não ter coragem de ficar mais perto, querer mais tempo, fugir pra mais longe. Não ter coragem de ser o que é. Apaixonado. Você mesmo sabe que não dá pra esconder pra sempre. Uma hora a gente cansa. Não de amar, mas cansa de gritar e ninguém ouvir. De chorar e fingir que não chorou. De ser bagunçada e não saber se também bagunçou. De juntar as peças que mais uma vez se espalharam e ver que cada vez mais tem peças novas que podiam ser descobertas com uma ajudinha essencial mas mais uma vez... teve a surpresa e teve de ficar calada. Guardar pra si. Quero o novo, quero o todo, quero mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez. Você. Voltei ao clichê que no início disse que seria mudado. Viu? É só mais uma prova de que não importam as voltas que o mundo dê, meus caminhos sejam eles escritos, falados ou percorridos, me levam a você.


Beijos, Dani Kappler.

Adeus, 2013


É hoje, o grande dia. Estou me sentindo como se fosse fazer aniversário. Talvez seja mesmo. Sou apaixonada por essa época do ano. Sempre fico com aquela sensação de liberdade, desapego, renovação. Aquela ansiedade para me livrar de tudo que me fez mal o ano inteiro. De ter 365 dias para fazer tudo diferente. Contei os segundos para esse ano acabar. Que ano pesado, tenso, intenso, conturbado. Daqui algumas horas, adeus 2013. Ufa! Já vai tarde meu querido. E leve tudo de ruim com você, por favor. Estou deixando tudo para trás. Na estrada onde estou indo agora, só cabe o que me faz bem. O que me faz leve e feliz. Não quero nenhum peso desse ano. Nem arrependimentos do passado. Só o aprendizado. Esse, já está aqui do meu ladinho, esperando para coloca-lo em prática no próximo.

Não quero aqueles mimis de sempre. Promessas que sei que não serão compridas no final. Só peço muito amor. Muito mesmo. Pra mim, pra você, pra nós, pra gente. Ah, e proteção. Estou adorando essa sensação de que "2014 é todo meu". É meu. Eu decidi isso. Aprendi muita coisa esse ano, o que me fez crescer e amadurecer na marra. Isso foi bom. A gente precisa quebrar a cara algumas vezes na vida para enxergamos as coisas como elas realmente são. Cair e levantar mil vezes mais forte. E foi isso que aconteceu. Ando me sentindo tão forte e confiante. Acreditando mais em mim. Respeitando meus limites, meu espaço. Sem apegos. O coração está quase leve. É, quase. Ninguém é de ferro também né? Sei que se quiser, eu posso conquistar o mundo. E vou conquistar. Mudanças são sempre muito bem vindas, mas quando a gente muda para gente. E eu que sempre tive medo, estou disposta a encarar esse desafio. Encarar por mim. Não quero (nunca mais - NUNCA MAIS!!!!) me deixar de lado por alguém. Isso é um dos maiores erros que podemos cometer. Então chega! Por esse ano, eu errei demais.

Estou pronta para tudo. Deixa fluir, deixa vir o que tiver que vir. Deixa ir o que tiver que ir. Eu aguento, encaro mais essa. Ou essas. Estou com sorriso no rosto, salto alto, peito aberto e com os dois pés atrás. Parei de prometer e comecei a acreditar. Ficou mais fácil assim. 2014 será de realizações. Não por acreditar no ano, mas por pôr toda fé em mim. Eu em primeiro, segundo, terceiro. Não é egoísmo é amor próprio. E ultimamente isso aqui é o que mais tem transbordado. Amém. E entre lágrimas e sorrisos que 2013 me proporcionou, meu muito obrigado. Como diz o velho ditado "o fim do ano que finalmente se finalizou". Ponto final. Mente aberta, pronta para outras. E que seja melhor. Será muito melhor. Estou indo e quem quiser, me acompanhe.


Feliz 2014. Feliz ano NOSSO.

Beijos.


Perda de tempo, paciência, sentimento



Sabe o que eu aprendi nesses últimos dias? Que não vale apena perder tempo, que não vale apena alimentar um sentimento que não tem mais futuro. Acordei decidida a te esquecer. Ou melhor, acordei decidida a deixar o que eu sinto por você guardado em um canto, pelo menos por um tempo. Preciso organizar minha cabeça. Te confesso que está uma confusão. Está parecendo até o meu quarto. Não queria que fosse assim você sabe. Mas, não tem como lutar contra o destino. Quem sabe mais pra frente, a gente se encontra de novo? Continuarei torcendo daqui. 

Vou aprender a lidar com essa saudade. Que olha, não é nada fácil. Mas como todo mundo sempre me diz "vai passar". Por enquanto, essa saudade ainda machuca, mas acredito que daqui há algum tempo, você se torne uma saudade boa. Nas minhas lembranças e no meu coração, você sempre irá ocupar o lugar mais bonito. E estarei aqui, sempre que você precisar. Porque querendo ou não, tem uma amizade no meio disso tudo. E não é só porque tudo teve um fim, que acabarei com ela.. não! Estarei aqui, não esqueça disso, viu?! 

Estou intimada a cuidar de mim, do meu coração e principalmente desse sentimento que está ali guardadinho em uma gaveta. Não posso nem ousar em mexer. A partir de hoje, quero sofrer de ansiedade por algo bom que possa acontecer. Não porque fiquei esperando sua sms em uma sábado a noite. Quero rir de verdade, até a barriga doer e não por ironia de algo que você disse. Quero lágrimas, muitas lágrimas, mas de felicidade.

Eu só estou no começo, e sei que tenho muito pela frente. Quem sabe, eu até chore de novo por você, quando a carência bater e a saudade do seu sorriso aumentar. Mas vou enfrentar tudo isso de cabeça erguida, eu prometo. E olha, se quiser voltar, volte. O coração sempre terá espaço para você. Mas volte de corpo e alma. Cansei de sofrer.


Uma musiquinha para combinar com o clima romântico que está essa sexta-feira.



Beijos.

Permita-se, pode vale apena

A gente precisa de um tempo pra gente sabia? Não estou dizendo um tempo de, tirar uma dia para ir ao cabeleireiro  fazer comprar, se cuidar. Isso é bom. Mas estou dizendo que precisamos de um tempo para o coração. Para a alma. É claro que, se apaixonar, se prender a alguém e isso for reciproco é uma delicia. Mas, ficar choramingando, implorando para conhecer alguém, não vai nos levar a lugar nenhum. Eu detesto a frase "tudo tem seu tempo." não gosto mesmo. Sou muito impaciente, prefiro fazer as coisas acontecerem. Pelo menos, se não der certo, posso tentar de novo.. e bem mais rápido. Bom, era assim que eu pensava.

Mas esse texto é pra dizer algumas coisas que andei pensando ultimamente. De semana passada pra cá, eu ando refletindo muito sobre tudo o que tem acontecido na minha vida. De bom e de ruim. Comecei a fazer uma comparação do meu ano de 2012 com esse. Tudo bem, ainda temos mais seis meses pela frente. Mas se esses seis meses forem como tem sido desde Janeiro, olha, não será nada fácil. 

Pois bem, acho que todo mundo na vida deseja encontrar um amor, casar, ter filhos e uma vida perfeita, não é? Eu sempre sonhei isso. E sempre me iludi também. Desde que me entendo por gente, eu "sofro" por causa de garotos. Mas sofrer mesmo, de chorar, ficar muito mal. Isso não é vergonha. Não mandamos no coração, as coisas acontecem. Sofria, mas não me arrependia. Eu sou do tipo que não gosta de se apegar, mas quando se apega é pra valer. E olha, demora anos pra tudo voltar ao normal e o coração ficar livre. Digo isso porque gostei cinco anos do mesmo garoto. E ele? Nem ai pra mim! Mas era fogo de palha, amorzinho de adolescência que todo mundo tem. Passou. AMÉM! 

Acontece que com todo esse tempo gostando do mesmo menino, eu não olhava pra mais ninguém. Um me paquerava, eu não estava nem ai. Até que, em Janeiro de 2012 eu fiz uma promessa. Prometi que aquele ano seria meu e de mais ninguém. Ninguém iria entrar no meu coração só de visita e não me apegaria a ninguém. Confesso que, entre o mês de março e abril, tive uma quedinha por um rapaz. Mas eu tinha feito uma promessa a mim mesma e não queria estragar meu ano. E não é que aquele foi o meu ano mesmo? 



Uma sensação de liberdade que eu nunca havia sentido na vida. Que delicia. É claro, tinha horas que batia uma carência absurda, uma "vontade de alguém". Mas era vontade, e vontade dá e passa. Nada como um prato de brigadeiro, amigas do lado e rir até a barriga doer. Que ano. Foi literalmente O MEU ANO. Estava prestes a fazer 18 anos e prestes a me formar no ensino médio, e ai que eu queria aproveitar mais ainda. 

Mas sabe o que é engraçado? Eu sempre pensava "não vou chegar no dia 19 de Dezembro solteira". Por mais que eu tivesse jurado aquilo pra mim, eu tinha esse pensamento. Estranho né? Eu sabia que nesse dia teria alguém ao meu lado. Imaginava mil pessoas. Mas, jamais saberia quem rs. O ano foi passando, eu me divertia tanto que até esquecia desse pensamento. Só lembrava sempre da promessa que tinha feito lá no começo do ano. 

Quando ficamos assim, coisas maravilhosas vem até você. Todos te acham mais bonita, mais sorridente, mas feliz. E eu realmente sentia isso. Felicidade era meu sobrenome. Não precisava de nada para estar bem comigo mesma. Me divertia com a minha própria companhia. Tinha amiga que até falava "que coração de pedra". Não era isso. Meu amor próprio que estava ali. Queria aproveita-lo cada segundo. Não estou dizendo que esse ano está sendo um dos piores, e eu não esteja me divertindo, não é isso. 2013 está com um ar diferente. Um ar leve e pesado, mas enfim.

Eis que veio o mês de novembro. Faltava pouco para o ano acabar, eu me formar. E adivinhem? Conheci alguém. Não um alguém qualquer. Depois de um ano super desapegada, sem ninguém, meu coração disse "é ele". Pronto. Tudo mudou completamente. Se eu ouvia funk, passei a ouvir músicas fofas e imaginar mil coisas de novo. Mas dessa vez era bom, era não, é bom. Era reciproco, eu me sentia segura. Tudo foi fluindo melhor do que eu imaginava. Recuei até onde eu pude. Mas não tinha jeito. O Cara Lá De Cima já tinha feito planos pra gente. Tudo que eu imaginava e queria, estava ali, bem na minha frente, era a minha hora. Ou melhor, era a nossa hora então, deixei acontecer sem medo. 

O que eu quero dizer é que o tempo passou e eu nem percebi. Lembram que lá em cima eu disse que não gosto da frase "tudo tem seu tempo"?. Eu dei tempo ao tempo, dei um tempo para mim. Tudo passou tão rápido e eu nem percebi. Foi ótimo. Não me arrependo de ter feito a promessa que fiz. E as coisas foram fluindo, da melhor maneira possível. E é disso que a gente precisa. 

Dê um tempo pra você! Conheça coisas novas, pessoas novas, lugares novos. Saia sempre que puder, que quiser. Ria até a barriga doer. Deixe a felicidade entrar. Sinta o gostinho da liberdade, assim como eu fiz. Eu garanto que tudo vai realmente acontecer e vocês não vão se arrepender. Quem fica parado, não chega a lugar nenhum. Quem sabe, ali naquela esquina, você não topa com algo maravilhoso? Permita-se, vale apena.



Beijos. 


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